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Cooperação como filosofia de vida

Sabe quando alguém te pergunta o que você faz e você olha para a pessoa com carinho e pensa, nossa, eu faço tanto coisa.

E começa a contar o que você anda fazendo e invariavelmente esbarra nos cursos que fez, nos livros que leu e nas pessoas com quem conviveu…

É assim que está sendo minha vida.

Muita gente querida tem me perguntado: Mas o que você anda fazendo Alê?

Eita, tanta coisa.

Mas hoje, embalada por um encontro de ontem à noite (o aniversário da querida Lili – coordenadora da pós graduação que fiz) eu quero te contar por onde andei, daí fica mais fácil dizer o que ando fazendo.

Tive o grande privilégio de fazer uma pós graduação em Jogos Cooperativos em 2010 e isso com certeza me ajuda a fazer o que faço hoje.

Minha turma da Pós Graduação em Jogos Cooperativos – Universo 10

 

Ontem, conversando com Fábio Brotto, co-fundador do Projeto Cooperação e criador dos cursos de Pós-graduação em Jogos Cooperativos e Pedagogia da Cooperação e Metodologias Colaborativas, lembrei de uma frase de Neide Marques, madrinha e docente da pós, que hoje já é estrela e brilha no céu, que me marcou muito: “Somos mestres aprendizes” e é exatamente assim que passo pela vida, aprendendo e ensinando a cada contato, a cada encontro.

Numa das vivências aplicadas pela Neide na celebração dos 10 anos da pós, o planejado não ocorreu como ela havia pensado, estava ao lado dela e ela me abraçou e disse: “Não deu certo como eu havia pensado, mas muitas vezes na vida o errado é o certo que temos que viver, na verdade esse grupo precisava dessa experiência, cada um só vive o que tem que viver e está sim tudo certo!”.

Desde esse dia eu me empoderei muito ao aplicar meus jogos e vivências pelas empresas, afinal, cada grupo vive o que tem que viver.

Ontem também me lembrei da mestre Lia Diskin, co-fundadora da Associação Palas Athena que também é docente do curso da pós, gente, sério, ela é a coordenadora das visitas de Sua Santidade o Dalai Lama ao Brasil e recebeu um prêmio da Unesco por sua contribuição na área de Direitos Humanos e Cultura de Paz, ela é sensacional, sem dúvida uma das mulheres mais admiráveis que eu conheço. Com seus conceitos de ética, remexe a gente como se tudo que acreditamos até então fosse colocado em cheque, de forma sutil, profunda e muito rica.

Em três dias ela me convidou a ressignificar tudo como um todo e eu aceitei o convite e venho nesse processo desde então.

Ao final de cada módulo, fazíamos um trabalho chamado síntese de aprendizado, adoro cada um dos meus, pois os releio e me conecto com esses mestres, olha a primeira frase e sente como foi: “Alguns encontros são de corpo, outros encontros são de habilidades, muitos são de gosto, mas são os encontros de alma que nos modificam, nos tornam seres melhores, são encontros onde entramos de um jeito e saímos de outro. Ninguém passa por eles ileso, ninguém sai deles alheio.”

E assim foi minha trajetória na cooperação, a pós em Jogos Cooperativos me trouxe muitas reflexões e eu me tornei mais eu. Sabe quando você vive uma experiência que te traz partes de você que se encaixam tão perfeitamente e você vai se sentindo mais completo? Pois é, foi assim comigo.

E se você acha que bateu nostalgia e por isso estou aqui te contando isso, é pode ser, mas com certeza trazer a cooperação como tema do post de hoje me faz perceber o quanto é bom me abastecer do que faz sentido para mim.

Cada livro que leio, cada pessoa que conheço, cada experiência que vivo, cada ideia que desconstruo e cada novo pensamento que se forma me trouxeram até aqui e eu sou muito grata por isso!!

E você, cooperou hoje com alguém?

O quanto tem cooperado com você mesmo na sua caminhada?

Bora lá sentir e viver a cooperação?